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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Eu queria

1- Ser sexy;
2- Ser divertida;
3- Ser fofa naturalmente;
4- Chamar atenção positivamente;
5-  Ser inspiradora;
6- Ser admirada (principalmente se for por qualidades profissionais);
7- Ser corajosa;
8- Ser vista como mulher, não como menininha tonta;
9- Ser menos auto-depressiva (isso faz algum sentido?);
10- Ser menos consciente de tudo.

P.S.: Também queria ser a Branca de Neve.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Borboletas

Você me faz mal à saúde. Palpitações, tonturas, faltas de ar, nervosismo. Mini-enfartes, suor frio, espasmos, tiques, tudo. Aí a gente entra naquele tipo de conversa - o tipo que eu chamo de piripaque com letrinhas.
Você nunca é claro e eu sempre interrogo. Você nunca abaixa a guarda e eu sempre desmorono. Você sempre se mantém você e eu sou bipolar.
Você me ouve por horas falando sobre o que nem te interessa. Você tenta ser o que eu queria, o que eu sempre quis. E consegue. Mas eu não deixo eu mesma acreditar nisso.
Mas os sintomas indicam a doença. Resolvi acreditar depois das borboletas. Elas são o sinal de que a doença é terminal. Não há volta, não há tratamento, não há dúvida. Nem das dúvidas que você me dá vou duvidar mais. As borboletas me contam tudo, se debatendo e resmungando no meu estômago.
Passo a tarde ouvindo aquelas vozes docinhas cantando letras suaves, profundas e confusas. Me identifico, rio, choro, penso - BORBOLETAS!
To assim, meio cansada dessa confusão. Agora sou rápida no gatilho, imediata. O que tem pra ser resolvido deve ser na hora. Por isso joguei pra cima e vi o que acontecia.
To achando que agora vou ter que tomar um remédio diário para essa minha pequena doença.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Poema com três linhas de título


Quero fazer um poema com três linhas de título. Não importa o tema, não precisa de objetivo. Enquanto eu estiver escrevendo está tudo bem. Não precisa ter fundo sentimental, nem conotação crítica. Não precisa nem de palavras difíceis. Eu posso pegar aquelas frases lispectorianas e dizer que fui eu que fiz.


Posso dissertar poeticamente sobre o amor. Posso escrever apenas 2 estrofes. Posso até transformar em música e, quando faltar um verso, eu coloco um "yeah yeah yeah".
Meu poema não precisa de nada pessoal, de nada emotivo. É só generalizar e usar um discurso direto e interativo que aí todo mundo se identifica e acha lindo. Ele vai poder ser repetitivo, maçante, sem sentido, comum e vazio.
E, quer saber? Eu posso até desobedecer as regras gramaticais, usar gírias, colocar uma carinha feliz no final de alguns versos. O importante será o título.
Quero fazer um poema com três linhas de título. Sem como e sem porquê. Só pra valorizar palavras e expressar sentimento nenhum.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sobre curar os outros

Só pra te lembrar
que você prometeu tentar
ficar bem.
Te faço prometer
pra ter a segurança
de que minha parte faço.
E, mesmo se doer,
vou continuar assim:
Fazendo você bem
e eu sobrando enfim.
Porque, quando eu perceber
que é tarde pra mim mesma
e que pra me curar
vai ser mais difícil,
Você já vai estar bem
e nem vai lembrar de mim.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Justifique sua resposta


Meu coração dilacerado e vagabundo me faz voltar sempre ao ponto de partida. Tenho certa dificuldade somente ao pronunciar seu nome. Lê-lo, então, me supre de toda minha respiração por segundos intermináveis. Será que serão eternos?
Assuntos mal acabados me prendem a você. Queria eu me livrar desse sentimento não resolvido, das esperanças não concretizadas.
Não quero mais te reconhecer em baladas tristes e melosas. Não quero ficar nervosa a esperar qualquer reação sua. Não quero sorrir à toa na primeira oportunidade e nem quero ficar feliz com qualquer comentário gentil. Não quero mais nada de você, porque tudo dói.
E não há uma só pessoa que vá me entender. As pessoas me chamam de boba, de confusa, de louca, de ingênua, mas ninguém pode realmente ver meu coração. E, para o meu desespero, mal enxergo se você tem um, mal sei se seus olhos exprimem emoção ou se são esferas de vidro. Você me desespera.
E de tanto eu não querer, você me aparece com seu melhor sorriso e eu fico imóvel, injustificavelmente paralisada, porque tenho medo de te perder.
Com esse paradoxo de quereres em minha mente não me considero mais uma pessoa racional. Que o tempo leve embora todas as angústias e que eu aprenda a viver sem masoquismos sentimentais daqui em diante.

sábado, 18 de agosto de 2012

Reforma introspectiva.


A gente acumula experiência pela vida da forma que mais nos convém. Eu aprendi com os melhores como não ser.
Aprendi que se eu seguir o que as pessoas dizem porque eu julgo que elas sabem mais, com certeza vou fazer o errado pra mim mesma. Quem muito fala, nada sabe e quem muito ouve, nada decide. Quando vejo o quanto passei por situações que nada tinham a ver com minha forma de ser, entendo que todos a minha volta eram tão ingênuos quanto eu (mais, talvez?) e estávamos todos tentando se encaixar em algo que não nos pertencia. Talvez, se não fosse assim, eu teria sido poupada de muito que sofri. Porém, jamais saberia disso tudo hoje.
Aprendi também, da pior forma, devo dizer, que só te procura quem realmente quer, e só te procuram quando você não procura ninguém. Clichês à parte, mas ame-se. Não é fácil, eu mesma não sei fazer isso. Mas percebi que, assim como minha mãe dizia, eu sou uma ótima companhia pra mim mesma e não preciso da atenção de ninguém pra que eu seja eu mesma. Esteja seguro de quem você é, por pior que você seja, que quem se interessa virá até você. E quando isso acontecer você terá que saber dar valor e saberá se amar melhor.
Ame os outros. Ame intensamente, ame sem limites, ame um amor doentio, sofra, se dedique e sofra um pouco mais. Seja família, seja amigo, seja namorado, seja platônico.Mas nunca deixe que o outro diga a você o que fazer e o que você é. Não deixe que o amor pelos outros interfira negativamente na sua vida, pois viver para os outros não quer dizer abdicar de sua própria vida.
E por último, não esqueça de quem você é. Ás vezes tentamos nos adequar tanto às situações que nem mesmo sabemos qual lado nosso é o real. Experimente sentir mais, ser sincero, arriscar. Fácil não é, mas é maravilhoso poder ser único e independentemente si mesmo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Não consegui dizer tudo.


Quer saber? Acho que vou continuar sendo naturalmente sincera com você. Eu tava com mania de fingir que não sabia de nada pra conseguir ser natural, mas no fundo era tudo uma mentira mesmo... Afinal, se eu já sabia antes, o que muda agora?
Ser sincera faz com que eu não me culpe se algo der errado. Eu não tenho que tentar te prever, ler sua mente. Vou deixar as coisas acontecerem.
Mas o problema é: você sempre finge que nada aconteceu, e eu fico toda receosa, medrosa... Nada te perturba? É tão falso assim?
Acho que no fundo é mentira que eu não sou mais dependente da sua atenção. Eu sou uma carente. Corro atrás de você sim, apesar de achar que isso faz as coisas ficarem duvidosas pra você. Eu não sei lidar com esse tipo de situação. Minha sensibilidade é uma coisa anormal, apesar de eu controlá-la muito bem.
Pra mim parece que você se parece muito comigo, mas por mais que eu me esforce você nunca é simples. Eu não te entendo quase nunca, e isso me machuca um pouco. O que eu posso fazer por você se não consigo entender o que se passa dentro de você?
Me sinto tão chata te dando atenção. Parece que você tá fazendo uma caridade. Eu sei que não é isso, não teria sentido, não é? Mas minhas ideias são tão fixas, tão insistentes! Às vezes imagino como poderia dar certo... Mas eu sei que nunca aconteceria, afinal, precisamos de dois pilares pra dar uma boa sustentação e aqui só temos um...
Não me deixe desesperada nunca sabendo como agir. Você merece uma pessoa muito mais incrível na sua companhia. Não se prenda a mim, é perda de tempo, acredite.
É triste pensar que daqui a pouco tempo não terei mais você. Não, não é triste. Dói, muito, anormalmente muito. Me sinto sozinha até. Isso faz algum sentido?
Queria que as coisas nunca mudassem, e que a atenção que você me dá fosse pelo mesmo motivo que eu te considero tão especial.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Anotações


1- Romântico
A gente podia, meio assim, sair numa segunda ou terça, ou numa sexta ou sábado, se você achar que eu mereço. A gente podia andar de mãos dadas, dar umas risadas, falar das pessoas que passam, invejar os namorados que se abraçam, porque nós estamos com muita vergonha pra admitir um pro outro que queremos ficar mais perto.A gente podia brincar de sério pra poder ficar quieto e ter tempo de pensar no que estamos fazendo que não estamos sendo felizes. A gente podia ser feliz e pronto, né?

2- Ecoa, nessa ordem.
"Eu quero ficar com você." "Você me faz feliz, apenas." "Você trabalha absurdamente bem com as palavras." "Se fosse seu, eu sentiria." "Eu não morro de amores por você." "Linda.".

3- Revolta
Quer saber? Você tem razão. Eu sou mesmo muito frágil. E esse é meu maior problema. É minha única falha: ter tanto medos. Meus medos é que me proíbem de tanta coisa. Sabe, tiveram dias que eu não deveria nem mesmo ter saído de casa. Tem dias que eu gostaria de esquecer que eu já passei por aquela coisa ou outra. E você, tão verdadeiro, né? Vem e me diz isso como se não fosse nada, como se eu não soubesse. Eu sou frágil sim. Sensível. Desprotegida. Medrosa. Fraca. Totalmente falsa  ao mostrar essa casca grossa, essa face despreocupada com qualquer coisa que me atinja. Mas sei ser forte quando preciso, e se tem uma coisa que não tenho medo é de proteger o que me é importante.

sábado, 30 de junho de 2012

Carta Direcionada



Sua sinceridade me perturba. Odeio essa sua forma de olhar que não vacila, não oscila, nem sequer duvida. É uma forma de me fazer ainda mais insegura e amedrontada. Vou me encolhendo pra, cada vez menor, sumir, quem sabe. Marcar presença me faz ficar assim, sabe? Perdida.
Mas é engraçado quando você simplesmente ri ou faz uma graça. Dá pra perceber um fio de insegurança. Dá pra sentir o quanto de humanidade você também tem. Imagina só, você se igualando a mim! Parece impossível quando comparamos o quão contrário somos. Mas no fundo somos tão iguais, tão confusos...
Apesar de tudo, eu acho bonitinho esse seu olhar combinado com seu sorriso, que soa tão infantil às vezes... Eu me pego te olhando com um sorrisinho bobo no rosto, por estar feliz de fazer alguém sorrir. Prometa a mim nunca mais esconder tudo isso atrás da sua armadura de gelo e desdém. Você tem muito a dar ao mundo e tem muita beleza dentro de você pra fingir que nada disso existe.
Quando eu digo “vai passar”, falo sério. É incrível saber que só você vai entender o que eu disser aqui. Mas é também incrível o tanto de coisas que eu tenho pra falar, mas simplesmente não existem palavras suficientes. Ou talvez existam palavras demais na minha cabeça, o que atrapalha o andamento do pensamento.
Nunca escrevi nada tão ruim quanto isto aqui. Mas também nunca escrevi nada tão direto, objetivo. Palavra difícil essa, me rondou por vários dias. Parecia um monstro. Até ser esclarecida. Aí pareceu tão doce, delicada, frágil. Dá medo de quebrar, entende? Dá medo de cortar laços, de estragar tudo, de ser vilã.
Eu tenho medo de tanta coisa, tanta coisa. Tenho medo de perder você um dia. Eu sinto que isso vai acontecer. Eu sinto muito por ser desesperada. Tem coisas que simplesmente me fazem virar outra pessoa.
Mas não esqueça o quanto eu pensei pra falar, o quanto eu considerei tudo. Não esqueça todo o resto das coisas que aconteceram antes. Em suas palavras: “não penso no posterior”.
Desculpa expor tanto o que você deu só a mim. Mas o que estava dentro de mim, precisava ser dito, de alguma forma.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Crise de Abstnência



Eu ainda leio suas mensagens antes de dormir. Faço isso todos os dias, pra tentar sentir você mais perto. Mesmo que sejam velhas, mesmo que eu já tenha lido a mesma mensagem milhões de vezes, é a única forma de te trazer pra mim.
Mas como sou tola! Até parece que você pode ser resumido em textos sucintos, objetivos e semi-frios (apesar de me provocarem sensações únicas e inexplicáveis). A sua complexidade é o que te torna tão incrível e inacreditável. Todas as suas faces, gestos, palavras, olhares, amores, histórias... Ah! Como sinto falta disso, de você! Você é meu combustível diário, e meu estoque já está acabando, nem as mensagens estão me suprindo mais.
Eu meio que não gosto de esperar por nada na minha vida, e você é minha maior urgência no momento. Pareço uma boba imatura ou uma dependente completa, mas na verdade sou só sensível, e já provei muito da solidão pra ficar sozinha assim. Eu só sei dizer as mesmas coisas, não tenho criatividade, me atrapalho na maioria das vezes, tento ser perfeita, quero tudo do meu jeito, faço manha, tenho ciúmes bobos, escondo problemas e decepções, mudo de humor o tempo todo e nunca acho que sou boa o bastante pra você. Mas eu amo você e não posso negar, nem combater isso.
Estou sentindo sua falta de uma forma absurda, como se minha alma tivesse sido raptada, e só o que queria era ter você comigo. Então, se tiver um tempinho, vem me ver? Não precisa  ficar muito tempo, nem me agradar demais. Só fica comigo, assim, sem pensar muito, sem se mexer...
Sou tão imperfeita quanto o amor pode ser - e garanto que é bastante, mas amo com mais que todo mundo, amo demais. Então quem sabe valha a pena você se entregar assim? Meus dias estão meio vazios, e eu não acho o por quê de viver. Queria que me contasse sem palavras e sem motivos. Se vier, deixo até se arrepender, mas não deixo, boba que sou, de te entregar meu melhor sorriso de falta de razão no amor.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Jorge Ben Jando...



Ás vezes dá aquela vontade sem sentido de ser Cult, falar bonito – no meu caso escrever- andar bonito, ler e fazer cara de quem passa de primeira em Medicina na USP. Dá vontade de ser um ser só você, uma coisa meio que única e misturada à massa de uma forma que se destaque, dá vontade de confundir todo mundo, usar palavra complicada.
Mas na maioria das vezes dá vontade de só usar palavra mesmo. Usar até gastar, a ponta do lápis. Mas legal mesmo é fazer a metalinguagem (que me lembra meu aprendizado escolar, isso que é Cult), falar como se soubesse mesmo o que estou falando. Pensar faz bem, faz as idéias ficarem frescas...
E um dia, em um dia que der, vontade der, rouba-se a regra da língua e muda-se a concordância só pra roubar uma vitrola, uns vinis do Caetano (e da Sandy pra relembrar, quem sabe) e resolver fumar uma bala de goma. Aí repete, repete, repete a música que você gosta. Ou que quer decorar pra mostrar que fez tudo isso mesmo.
Tem vezes que dá vontade de ficar sozinho e filosofar, de jogar todas as roupas pra cima e vestir a que cair mais perto. Dá vontade de inventar moda, roubar o caixa da lojinha chinesa pra gastar no brechó e na doceria.
Tem dia que só você entende o que diz, tipo agora, será? Ninguém se integra no seu mundo, na sua realidade alternativa do País Maravilhoso infestado de gatos sumindo e voltando.
As idéias são curtas aqui, por que o mundo todo não é transmitido em palavras (quase todo, mas não todo). Acabou a vontade.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Breve Rancor


Estou esperando ser consertada há algum tempo. Parece que não tem mais volta mesmo, você nem fala comigo. Eu posso te xingar o quanto eu quiser agora, você nem vai ler isso. Você nem precisa mais de mim mesmo. E eu nem gosto tanto assim de você, acho que nunca gostei. Era só dependência. Mas obrigada por ser ridiculamente insensível e egoísta, isso me fez crescer bastante como pessoa. Não preciso mais de você, sabia? É bom ler isso? Tenho certeza que você ainda está esperando eu voltar, toda arrependida e gentil, como um cachorrinho... Mas não vai acontecer. Eu espero sinceramente que você fique na solidão, que todo mundo um dia te abandone DE VERDADE. Assim você vai ter que aprender a lidar com as pessoas e se segurar antes de gritar ao mundo que ainda é uma criancinha. Aí você vai ter que deixar seus caprichos de lado e aprender a viver, a correr atrás, em vez de só reclamar que todo mundo te deixa. Obrigada por ser uma pessoa babaca comigo, me ajudou muito. Mas aprenda a viver, antes que o pior aconteça com você.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Poema Torto


Desculpe meus defeitos:
Eu não sei mais não ser eu.
Eu nem sei mais o que é perfeito
Quando estou com você.

É tão justificável te amar
E ao mesmo tempo tão sem cabimento,
Só não encontro em mim mesma
O meu próprio merecimento.

Será que é melhor então
Ver você em todas as coisas,
Ou tirar a conclusão
De que todas as coisas são você?

Não se engane comigo faceira
Não sou mais que plebéia esperta!
Pra um príncipe que esperei
Treinei ter minha vida aberta.

Dancei bem na minha mente,
Sorri bem na minha cabeça,
Servi bem nos meus devaneios,
Encantei bem nas minhas ilusões,
Beijei bem nos meus –e teus – sonhos.

Fiz bem de querer-te pra mim,
De te roubar a juventude,
De te roubar a maldade,
De ganhar teu coração,
De te dar toda força e guinada
Pra dar asas à paixão.

Mas que paixão é essa
Que agora me desola?
Pra que ficar sozinha quando me quer
E, por mais que coincidência,
Quero-te também, com força?

Que paixão é que desola?
Que paixão que não o faz?
Meu coração confuso
Está que não se satisfaz.
Quando, por alegria, vieste
Deixou-me um pedaço teu

Mas mandei pra sua viagem,
Pra que se acabe devagar,
O jóia que mais prezei,
A minha vida pra cuidar.
Mandei pra ti nada menos
Que meu coração com o amor meu.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Who Knew

 
Se eu tivesse mais lágrimas pra chorar, pelo menos... Doeria menos, tirava o acúmulo.

Há tanto tempo eu não chorava. Tanto tempo. Acho que agora, só você mesmo poderia causar isso. Sei bem que meus textos geralmente só saem entre a névoa das lágrimas, mal enxergando, mal pensando. Sei também que me forço a pensar e me sentir pior ouvindo aquelas músicas... Você nem sabe quais são. Eu penso em você ainda, sabe. Não da forma que eu queria, mas as músicas me lembram você. Eu acho que eu sou é muito sensível, sou fraca. Qualquer pessoa normal passaria numa boa por uma situação como essa. Mas eu reconheço, não consigo, não esqueço, não me desprendo.
 Eu acreditei mesmo em tudo, eu não estava brincando. A culpa foi minha? Muitas partes. Mas o que aconteceu? Quando é que você ficou assim? Eu te conhecia tão bem, eu sabia tudo sobre você e te amava sobre tudo e sobre todos – todos os seus defeitos, inclusive. Eu te protegeria de tudo, eu estaria sempre do seu lado, eu teria alguém pra estar do meu lado também. Mas parece que você não precisa mais de mim, você não é tão dependente assim... E eu pensando que era útil. Mas quando alguém diz pra mim – promete pra mim – coisas como “pra sempres” e “nuncas” eu tendo a acreditar. Que bobinha que eu sou... Sei que isso é falado da boca pra fora, não se usa o sentido literal desse tipo de palavra. Mas eu acredito. Devo ter idade mental de 5 anos, porque acredito em todos os finais felizes e nas histórias que todo mundo me conta.
Mas sabe o que machuca? Ter sido tão extremo, tão de repente. Tão indiferente. Preferiria se me odiasse. Preferiria se discutisse, se me batesse, se me ameaçasse. Mas nem isso você fez por mim. E porque os altos e baixos? Eu sempre vou acreditar no melhor, sempre vou alimentar esperanças. Fico sempre como um cachorrinho feliz, tentando manter uma postura natural quando estou explodindo de alegria por dentro por causa de um pouquinho de gentileza. Mas o que eu estou fazendo comigo? Eu valho tão pouco assim? Eu preciso tanto de migalhas?
Por que você simplesmente não me explica o que aconteceu? Seria muito mais fácil pra nós. Não vou brigar pela atenção de ninguém, e realmente descobri que minha própria companhia é muito boa. Consigo ficar só numa boa. Mas eu não vou abrir mão de mais nada.  E mesmo assim, ninguém nunca vai te substituir.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Presente de amiga.

Esse ano vou dar um presente pro mundo. Vou sumir, vou me esconder, vou me fechar, vou fazer todo mundo me esquecer. Não vão haver mais brigas, nem discussões, nem choros e nem "grosseria". Não vão haver mais análises, mais críticas, mais ordens, mais remédios, mais preocupações exageradas e maternas. Ninguém mais vai ver minha cara de mau humor, nem minha cara cínica, não vão mais ouvir minhas piadas irônicas e nem minhas ladainhas sobre signos. Não vou mais falar alto, não vou mais gritar, não vou mais insistir quando alguém não quiser me contar algo. Não haverão reclamações de tudo, preguiça, choro sem motivo. Não vão mais ver meus olhos se enchendo de lágrimas e eu segurando o choro ao máximo pra ninguém ver como sou fraca. Não terão mais que se preocupar comigo tentando desesperadamente fazer amigos e acabando por invadir o espaço de alguém, não vão ter que ver minhas demonstrações exageradas de afeto pelo fato de eu amar demais as pessoas. Vejam só, não vão ter que tentar me convencer a tirar uma foto. Ah, e sobre isso, não se preocupem. Um tri-pé pode segurar a câmera na foto em que está todo mundo. Nunca mais terão que me fazer companhia pra tudo, não vão mais ver eu ter acessos de raiva e ansiedade por causa de deveres da escola, não vão mais ouvir eu falar mal da roupa de alguém. Eu não vou ser injusta com ninguém, não vou falar bobagem, não vou falar que "não aguento mais". Eu nem vou falar. Nem vou ouvir. Nem vou respirar. Nem vou estar ali. Nem vou existir. Contato será somente o necessário e indispensável. A parte mais legal de todas será que não precisarão nem se preocupar comigo. Viver sozinha não deve ser tão ruim. Já tenho bases suficientes pra botar o que aprendi em prática, não vou sofrer muito, em teoria. Já estou começando bem: afastei quem mais gostava de mim, isso não é ótimo? E assim eu vou levando, um por um. Faço isso por vocês, queridos. E não precisa agradecer.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Rubro.



Pintei as unhas de vermelho sangue na expectativa de me sentir mais mulher. Mais eu, mais forte, mais decidida. Tentei afastar a dor, a agonia, o medo, a tristeza, e ansiedade, tudo com uma só cor. A cor que representa o sangue e a rosa, o fortaleza feminina, o encanto misterioso, o poder, a fome, as águas turvas, a vida.
Por alguns momentos, senti meu corpo reviver, levantar, mas durou pouco. Percebo como as coisas são passageiras nesses momentos de ilusão. Me iludo muito fácil, sabe? Faço as coisas acontecerem da forma que eu acho que deveriam, mesmo que dentro de mim eu saiba que aquilo não é verdade.
Ás vezes me deixo levar pela emoção de uma música, finjo por alguns minutos que aquilo é minha realidade, que tudo vai mudar. Aí tudo acaba e eu acordo. Peço ajuda aos poucos amigos em que posso realmente me apoiar, mas nenhum realmente compreende o meu coração. Eles conseguem muitas vezes me preencher, me deixar mais leve, e quanto menos palavras, melhor. Mas entender? Acho que nem mesmo eu vou conseguir isso um dia.
Me sinto mais leve agora, o medo deu uma trégua. Eu estive pensando que a culpa era sua, que talvez devêssemos deixar esses nossos sonhos de lado e acordar. Talvez nós não sejamos feitos um para o outro. Mas quer saber? Acho que só seu abraço iria me curar agora.
Sabe todas as vezes que eu magoei alguém? Então, eu realmente me sinto mal por isso. Não que eu tenha mudado minhas opiniões completamente, mas magoar as pessoas nunca esteve no meu plano de vida. A gente só sabe das coisas quando sente elas na pele, e eu estive machucando todo mundo por que me sentia machucada.
Quando tudo passar e eu entender meu próprio coração, eu talvez seja capaz de amar alguém direito, de verdade, sem sofrer a toa. Não quero machucar mais nenhum coração tentando me punir por algo que, teoricamente, nem fiz. Ninguém tem culpa por eu ser assim, e e minha reeducação começa hoje.
Eu falo as coisas de um modo bagunçado, meio desajeitado, sem sentido. Não sei por onde começar, nem quando terminar. Só sei que explodir sentimentos é minha especialidade. 


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eu pensei tudo isso hoje.


1- Vou tentar prometer pra mim mesma que não vou ser tão rígida e neurótica com meus futuros filhos. Se eu tiver algum.
2- Imagine, do John Lennon é uma das músicas mais lindas do mundo. Deveria ser o hino universal... Queria que o mundo fosse realmente daquele jeito.
3- Eu amo minha mãe, e não quero mais esquecer disso.
4- Quero começar a acreditar mais em mim mesma. E nos outros: se dizem que sou uma coisa boa, então devo dar algum crédito, afinal, não sou só feita de defeitos.
5- Mesmo que eu não receba nada em troca, vou continuar ajudando, o máximo que eu puder, as pessoas à minha volta. Uma hora vai ter retorno.
6- Minha mãe tem razão, tenho reclamado demais.
7- Vou tentar começar meu ano escolar bem, não vou me estressar por antecedência.
8- Eu amo de verdade e mesmo assim vejo os defeitos. Isso é estranho?
9- Eu queria escrever uma carta pra eu mesma ler quando ficasse velha, como em uma propaganda da Boticário. Pra eu lembrar exatamente como eu era com 16 anos.
10- Vou postar isso, por mais que não faça nenhum sentido, e que não seja interessante. Vou postar porque quero.