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sábado, 29 de janeiro de 2011

Aos esquisitos.

Esquisito tentando se disfarçar, mas é tão difícil...
Olá, companheiros de vivência!
Sei que nós somos o tempo todo discriminados, e certamente temos formas únicas de pensar. Mesmo sendo todos esquisitos, nenhum de nós parece um com o outro. Cada um é de uma dimensão diferente, e sim, você não é desse planeta. Pode até ser que consigamos nos adaptar um pouco, alguns mais, alguns menos. Mas o fato é que nem nós mesmos sabemos da onde viemos, pra onde vamos e qual nosso sabor de sorvete predileto.
Podemos mudar de opinião de um dia para o outro, ou simplesmente ficar a vida toda defendendo o mesmo propósito.
Por mais que nos disfarcemos muito bem, depois de 10 minutos de conversa a maioria das pessoas já pensa "quando você volta pra nave mãe?" (confesso que tirei essa piada do High School Musical  :S )
Mas pense bem. A sensação de ser único, é única! É algo que nem a pessoa mais normal do mundo (tipo o João da Silva, que trabalha como caixa de supermercado, é casado com a Maria, ganha um salário mínimo, gosta de futebol, quer ter 2 filhos e diz que cor-de-rosa é cor de gay) vai poder te anormalizar. Porque só você pensa como você!
Talvez você não saiba que você é esquisito, mas é por isso que eu estou aqui! Aqui vai uma lista de coisas que acontecem com esquisitos. Pra tudo que acontece com você, marque um sim. Para o resto, marque um não, logicamente.

1- Alguém já te disse "Eu tenho medo de você";
2- Você tem poucos amigos, muito bem selecionados;
3- Você gosta de algo (tipo banda, série, marca...) que é completamente fora de modinha, e que pouquíssimas pessoas conhecem. E você só conversa com gente que conhece quando encontra uma comunidade no orkut e troca msn;
4- Você gosta de conversar por horas sobre algo que a maioria das pessoas diria que é imoral, louco ou confuso demais;
5- Você cria teorias próprias que às vezes nem você entende. #FATO;
6- Você não se incomoda em ser solitário, e nem se imagina sendo popular;
7- Você não tá nem aí. Gosta do que quer e faz o quer e veste o que tá a fim, sem se importar com a opinião daquele povinho nada a ver e banal da tua escola/trabalho/ponto de drogas (vai saber)/ baladjénha/ clube de xadrez/ etc;
8- Você não se encaixa em esteriótipos;
9- Você olha pra si mesmo e diz "Hell Yeah, your weird!" -tá isso não foi válido-;
9- Você simplesmente atrai atenção dos outros, não da forma positiva;
10- Você tem amigos tão esquisitos quanto você.

Resultado:
1 a 3 "sim"
Você é normal, meus pêsames.
4 a 7 "sim"
Você tá ficando estranho. Notou alguma mudança na sua vida?
7 pra frente! (inclusive o item 9 riscado)
Tamo aí, camarada! Mas eu sei que você já sabia que você não era normal mesmo...

Bem, esquisitices são todas as coisas anormais. Então se você pratica alguma delas, bem vindo ao clube! Somos a escória da humanidade, os cidadãos que todos temem, mas todos querem ser, no fundo!
E se esqueça não, Obi-Wan, um privilégio é diferente ser! -como diria mestre Yoda (mentira, ele não disse isso não.)

Esquisitos também tem animais de estimação.

beijos aos esquisitos, saudações aos terráqueos normais, eu venho em paz.

P.S.: post dedicado ao meu novo irmão-quase-gêmeo de coração, Yuka, o Dr. Esquisito.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Oh yes, wait a minute Mr. Postman." (8)

Eu tenho um amigo (não sei se ele permitiria ser chamado de amigo, afinal, nós ainda somos meio distantes) que me envia cartas. Na verdade ele começou a fazer isso com minha cunhada e com meu irmão, mas como eu relativamente o conhecia, comecei a mandar as minhas também. Bem, ele mora baaaastante longe da minha casa, e as cartas enviadas com certeza custam algo, como o tempo dele e sua paciência, e até a taxa do selo. Beem, eu adquiri o costume de enviar cartas para meus amados e queridos amigos de outra cidade. E sabe, nenhum deles pôde gastar 70 centavos para me enviar nem que fosse um bilhetinho. O máximo foi agradecer... por msn!
Isso me trouxe uma revolta enorme! Meu Deus, onde está a sensibilidade, a surpresa, o prazer de fazer coisas diferentes? Eu acho muito mais carinhoso e divertido receber uma carta de aniversário do que um email ou um scrap pronto, daqueles com gif de Labrador filhote e um monte de brilhinho!
SIM LEITOR! ESTOU REVOLTADA, E DAÍ? Como diria o Sebastião (#pequenasereiafeelings): "Ariel, o mundo humano é uma bagunça!" Nunca vi uma frase tão sábia! Outra frase a ser ressaltada, é a última do livro "A Menina que Roubava Livros", onde a exímia Sra. Morte, a narradora diz: "-UMA ÚLTIMA NOTA DE SUA NARRADORA- Os seres humanos me assombram. "
Enfim, espero que vocês estejam nesse espírito de crise existencial como eu. Porque eu estou pra matar qualquer um que me encher.
Bom, por hoje é só, anjinhos! Me mandem cartinhas, quem sabe meu humor não melhora?


ps: desculpem a revolta. E o post curto, tá meio pessoal isso hoje.


E esse foi mais um "POST SEM PROPÓSITO DA CAROLINA!"
estrelando Carolina e Carteiros de Google imagens.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nostalgia, ou não.

 Às vezes, quando vejo algumas imagens, sinto medo. Medo das pessoas dentro dela. Medo dos sorrisos, pois sua felicidade me parece tão distante, tão banal e tão ofensiva aos meus dias vazios. Às vezes uma imagem me aflige, quero ficar longe. Não quero ter que voltar àquele momento, ter de viver aquela minha vida de novo, sofrer e chorar tudo outra vez. Parece que as imagens me puxam para dentro de um buraco infinito de lembranças ruins, que eu preferi fingir que tinha esquecido. As pessoas, estáticas, olham pra mim e milhões de cenas inundam minha mente. Coisas que sei que não voltam, mas meu coração bate forte mesmo assim. Às vezes me sinto carente, às vezes não sei a razão da vida, às vezes não sei meu destino, às vezes duvido que eu seja eu mesma. Mas sempre penso demais e fico quieta demais. Já não acredito em amor pra sempre. Desejo ficar sozinha, pois quando penso em outra pessoa invadindo minha vida, só consigo prever decepções. Talvez eu seja covarde e fraca, mas como dizia Lulu Santos, "Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então. [...] E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho e o que eu perco ninguém precisa saber." Acho que não sei mais o que eu espero e o que eu sonho pra mim. Me sinto um pouco perdida, e aquilo que eu busco, o pedaço que completa esse vazio duvidoso em mim, eu não sei nem por onde procurar. Continuo fazendo as mesmas bobagens, falando com as mesmas pessoas sobre os mesmos assuntos. Provoco as pessoas sutilmente para que elas digam o que eu quero ouvir, para que eu me sinta controlando sempre minha vida. Mas sei que na verdade, eu estou sempre e sempre fora do controle.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

The Nightmare Before Christmas

Olá, criaturas da noite.


À alguns dias atrás assisti ao filme The Nightmare Before Christmas (ou O Estranho Mundo de Jack). Para quem não conhece, conta a história de Jack Skellington, o rei do Hallowen, idolatrado na Hallowen Town (cidade do Hallowen). Mas ele sente que falta algo na vida dele, até encontrar a cidade do Natal, onde ele vê luzes e alegria. Encantado com isso, ele decide se encarregar do Natal naquele ano, mas as coisas saem meio... assombradas. Tem também a doce e meiga Sally, uma boneca que tem uma paixão secreta por Jack, e que tenta avisá-lo de que seu plano daria errado, mas ele não a ouve...


Bem, como toda produção de Tim Burton, especialmente as "infantis", eu simplesmente A-D-O-R-E-I o filme, assim como viciei nele no momento em que o assisti. Tem toda aquela coisa mórbida, escura, medonha, triste e um final feliz duvidoso. As duas canções que mais gostei foram "Sally's Song", que é o momento em que Sally se lamenta por Jack não tê-la ouvido e pensa que ele nunca irá amá-la e nem notá-la.




A outra é "Jack's Lament". Essa foi ainda mais especial. É quando Jack conta que apesar de tudo, sua vida está incompleta e triste. Me identifiquei com certos trechos. Jack espera algo novo na sua vida, algo que nem ele mesmo sabe o que é, porque ele sente um vazio dentro de si.



Os trechos que mais me identifiquei eu posto em seguida. A letra completa com tradução você confere aqui.



"Oh, somewhere deep inside of these bones
An emptiness began to grow
There's something out there, far from my home
A longing that I've never known."

"Oh, there's an empty place in my bones
That calls out for something unknown
The fame and praise come year after year
Does nothing for these empty tears"

Não estou a ponto de mudar meu nome para Carolina Skellington, mas é agradável ter mais um personagem para minha coleção.

Por hoje é só, assistam ao filme e bon voyage! (não perguntem o que tem a ver)



domingo, 9 de janeiro de 2011

Sawyer; Crônica: Na praça, às nove.

Parabéens pra mim! Primeiro post do ano!

Começo contando que meu ano novo foi muito bom. Tudo aquilo que eu disse que queria sentir, eu senti. Esperança de continuar, embora eu ainda esteja confusa.

Uma ótima novidade (pelo menos pra mim): ganhei um gatinho! Faz umas duas semanas que ele está aqui em casa, agora deve estar com uns 2 meses e meio. É um siamês que fica pulando pra lá e pra cá, bate no vento e morde meu nariz à noite (além de mastigar meu cabelo e miar por QUALQUER MOTIVO). O nome dele é Sawyer. Era para ser James.     HÁ     -(quem viu Lost, entendeu)





Estive em um dia desses conversando com a minha mãe. Estava lhe contando que descobri que sou um tanto quanto mórbida e melancólica, porque eu me atraio muito por coisas dessa natureza. Não que eu goste de coisas depressivas. Mas sim de coisas com certo apelo gótico, poético, como filmes de Tim Burton, por exemplo. Minha mãe, sabiamente respondeu: "Você diz isso porque gosta de coisas mais profundas. Porque a tristeza é mais profunda que a alegria." Ela não disse nada além da verdade. Ficamos alegres por quanto tempo? Uma hora?  Um dia? Uma festa? Mas e quando ficamos tristes, demora quanto tempo, quantos longos e sofridos dias pra esse sentimento passar? Garanto que isso o faz pensar em como a vida é injusta.
Mas a tristeza tem outro tipo de profundidade. É na interpretação. Pois a alegria é uma coisa só, única e perceptível demais a olhos nus. Já a tristeza, é facilmente disfarçada. Tem vários estágios, vários motivos, várias sensações. É muito mais difícil de se entender do que uma simples euforia. E, afinal, não foram nas suas mais profundas tristezas que os poetas criaram obras eternas?



Crônica: Na praça, às nove.

Estava me lembrando de um dia em minha vida que senti uma sensação única. Nunca havia sentido aquilo. E nunca mais senti com tanta intensidade. 
Era noite, umas nove horas para dez. Estava no carro com minha mãe, minha cunhada e a mãe dela. Elas estavam conversando, mas eu estava olhando a noite. Era tão interessante ver as poucas pessoas naquela cidadezinha... Foi então que passando pela praça, vi sentado no banco um jovem. Devia ter uns 16 anos. Talvez mais, talvez menos. Ele tinha cabelos negros. vestia uma blusa de manga longa preta, um jeans escuro. Poderia ser só mais um jovem. Mas ele tinha um cigarro na mão. E estava sozinho. Eu, olhando pela janela do carro. Ele olhou dentro dos meus olhos. Parecia que sentia raiva, muita raiva, muita mágoa, muita dor. Estava tão sozinho. Então senti vontade de sair do carro, e sentar ali, do lado dele, abraçá-lo, dizer que ia ficar tudo bem. Mas não fiz isso. Só continuei indo pra minha casa confortável, para minha vida tranquila, minha família feliz e fui o seguindo com o olhar até onde eu pude.

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