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sábado, 24 de dezembro de 2011

Verdade


Se você gosta de mim, eu sinto muito. Você provavelmente não me conhece. Ninguém me conhece de verdade. Se você me amar vai ter que entender que eu sou fechada, que eu nunca conto meus problemas, mas que eu espero compreensão quando eu disser "não brigue comigo nesta semana, não estou bem". Vai ter que entender que eu faço tudo, ou mais que tudo pelos outros, e qualquer decisão que eu tomar será pensando primeiro em quem eu gosto, mas eu vou ficar profundamente magoada e mal se você nem reconhecer isso. Você vai ter que compreender que eu me isolo e te afasto de mim quando eu estou mal, e as minhas atitudes grosseiras são todas pensadas, porque eu quero te proteger e te poupar de se preocupar comigo. E toda vez que você perguntar "o que aconteceu?" eu vou dizer "nada". Pra me amar, você vai ter que entender que eu sou estranha, sou tímida, não danço, não me divirto e sempre quero fazer o que é mais certo, não o que é mais legal. Eu sempre vou ser a moralista, que vai dizer não, que vai se opor às bagunças, às travessuras e à tudo que for acarretar más consequências. Você, pobre coitado, se me amar, vai ter que ver minhas "frescuras" como elas realmente são: medos. Medo de cair, medo de me machucar, medo de altura, medo de aranha, medo de sofrer. Muito medo de sofrer. Uma informação importante: eu tenho minha auto-estima muito baixa. Eu me critico o tempo todo, e qualquer erro ou defeito que você vier apontar em mim, pode ter certeza que eu já estou ciente que ele existe. Mas não é tão fácil mudar, não é fácil ser perfeita. Eu sou muito depressiva, e apesar de aparentar ser a pessoa mais forte do mundo, eu sou muito sensível. Eu vou lembrar de tudo que você já me disse, já me fez... Eu vou sentir tudo isso. Então não fale as coisas como se eu não tivesse coração. Pobre de você, caro "gostador de mim", porque eu não gosto de ficar presa, eu gosto de respirar. Eu gosto de dizer minhas idéias, mas não gosto de me expor. Eu gosto de ficar quieta e gosto de liderar, e gosto de cooperação. Eu gosto de tudo dentro do meu controle e não suporto desorganização. Também não gosto de piadas com a minha aparência física, magoa. Ah, e eu nunca vou acreditar quando você me elogiar. E eu odeio ser substituída.
Eu não sou fácil, mas também não é fácil lidar com pessoas. Mas eu só peço uma coisa: se for me amar, me ame de verdade. Não se depare com essas dificuldades em mim e desista. Não me abandone na primeira pedra no caminho. Se não quiser me aguentar, nem se apegue, nem me ame. Mas se estiver disposto(a) a me amar e confiar em mim, eu vou te dar tudo que eu tenho de bom e vou cuidar de você com todo o amor que eu encontrar. 
Mas eu só peço: não me ame em vão. 

"Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia." - Clarice Falcão.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Moça



Não sei se te amo mais, se amo te amar, se amo você me amar. Se amo teus versos, teus apelos, teu romantismo, tua prosa, tua manipulação, teu desejo, tua sede, tua ingenuidade e inocência, tua doçura jovial, teu prazer em me constranger, tua infantilidade divertida, teus apelidos carinhosos, tua seriedade. Te amo tanto que nem sei mais porque tenho essas tantas dúvidas e perdições; e do tanto que penso, amanheço com essas lembranças de coisas que não aconteceram na cabeça. Amo-te a ponto de te mostrar meu lado fraco, mesmo querendo que só você veja. Te amo com a pouca paciência de te esperar chegar da forma que você disse que chegaria. Eu fico te amando diferente a cada música que ouço; às vezes mais lentamente, no sossego de uma tarde, romanticamente sonhando com esse dia tão esperado. Às vezes te amo animalmente, querendo um beijo, um toque, uma prova de existência da sua parte que faça minha parte se sentir viva. E tem por último aquele amor ansioso, divertido e doentio que não me deixa dormir, repassando na minha mente tudo o que já foi dito, sentido, vivido com você. Eu só sonho, dormir virou um luxo. Te necessito, às vezes a ponto de achar que não te ter naquele momento, é não tê-lo nunca mais. Não sei se tenho mais medo ou se mais amo. Não sei se agora me pareço uma menina ou uma mulher - tenho ações de menina com pensamento de mulher.



E quando vira dois.

Fico aqui só pensando se você lembra de mim o tanto que eu lembro de você. Me sinto tão sozinha. Fico tão sozinha, amor. Sem você não é a mesma coisa. Queria tanto perguntar se você tá assim que nem eu, na ansiedade da surpresa, no medo da solidão, na saudade da outra parte do coração. Quero você, meu doce, como a espuma do mar busca a areia branca, como a tristeza quer a escuridão, como a seca espera pela chuva. Eu vivo a te esperar, não tem jeito minha dependência. Te dependo de todas as formas e não quero mais viver por mim mesma. E nessa minha solidão de saudade fico tão boba, tão melosa... Vou te enjoar com tanto mel, esse que amarga teu doce todos os dias. Que vontade que tenho de te ter à minha disposição, pra te aproveitar, beber teu suco cítrico e suave. Quando você vem me saciar? E então, quando vier, como fica a gente, amor? Não sei se posso, não sei se aguento. Vai me proteger, meu anjo? Vai me procurar? Vai me querer, mesmo eu não sendo quem pareço? Tantas dúvidas, tanto medo, tanta vontade... Tanto amor.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Alegria de Cego


Tão efêmero, tão carnal
Mais ilusão, que amor
Mais minha cabeça, que realidade
Mais nós, que eu.
A efemeridade que procurei pela vida
Pela beleza da flor espelhada no coração
Pela passagem da estação que leva consigo as memórias
De outrora, que foi verão, que foi calor, que foi claro.
Que foi, alegria?
Cadê a tua luz que passava?
Acho que agora ela fica, não percebo que ela está.
Por que então a dúvida? Por que então a morte?
Por que, devoção?
Meus sonhos em realidade parecem dissipados e sólidos,
Ao mesmo tempo todos os opostos em mim.
Tudo que se vai e tudo que se chega.
Não necessito de teu corpo
Mas quero-te pela manhã.
Necessito do teu amor,
Mas como seria ele se não em gestos?
Procurei por tanto tempo
Que encontrar me parece sem graça,
Mas pensar eu devo: é o que eu queria, é o que eu queria.
Entender? Ninguém será capaz...
Quem é que entende a alegria de um cego?
E a palavra que me falta pra explicar tudo isso
Só descobrirá quem entender,
Só entenderá quem sentir,
Só sentirá quem quiser.




terça-feira, 8 de novembro de 2011

Hate.-ate.-te.-e.Love.

Eu acho que no fundo eu te odeio demais. Odeio a frequência com que usa a palavra "eu" nas suas frases. Odeio seu egoísmo de me conquistar só pra você. Odeio esse seu ciúmes desmedido que me faz ficar impotente, e odeio como a minha carência e saudade aumentam quando vou me deitar. Eu sinto que falta você nesse espaço vazio debaixo do meu edredom. Eu ando odiando tua repetitividade em dizer sempre as mesmas coisas que me constrangem e que servem de tua única e exclusiva diversão luxuosa. Eu odeio meu amor por você quando eu deveria me concentrar em algo e você fica invadindo minha mente, e odeio o fato de você despertar em mim o desejo, pior do ser humano. Me irrita como você nunca falha e sempre justifica sua ausência, como se eu fosse sua diretora de colégio. É horrível essa sensação de estar hipnotizada quando você sorri daquele jeito bobo. Eu ABSOLUTAMENTE ODEIO sentir saudade. E você me faz ficar com essa cara de besta em público, mesmo quando tento me controlar. Ei, e você não tem o direito de estar em todas as músicas, não pode tomar posse delas. É injusto, eu estar ouvindo Capital. Odeio como me surpreende e me deixa triste porque sinto sua falta, odeio como me controla e no fim eu acabo confessando tudo e me sentindo uma incapaz. E essa sua alegria o tempo todo? Me faz sentir tão menor como pessoa... afinal, eu sou uma mal-humorada jogada no mundo! Não seja tão bom comigo, isso me irrita! E sabe quando você diz aquelas coisas que eu não consigo responder? Então, isso me deixa completamente me sentindo uma fracassada diante da tua esperteza... Afinal, eu sou atraente ou fofa? Pequena ou grande? Bonita ou graciosa? Eu nem sei quem eu sou... E se eu te deixar mesmo, pegar o primeiro cara que der mole? Suas juras de amor vão onde? Você vai continuar dizendo as mesmas coisas? Eu odeio te odiar tanto, tanto.

Eu odeio te amar tanto, tanto. Tudo isso, simplesmente some da minha mente. Tudo isso que eu fico tentando guardar, juntar raiva... De que adianta? Sou fraca e todo o ódio se transforma em encantamento por você ser exatamente assim, com todas essas coisas que no fundo nem me irritam mesmo...
É difícil ficar com você. Mas minha vida se reduz em migalhas sem você.
Te prendi, viu? Acabou pra você, você é meu.

sábado, 15 de outubro de 2011

Implícito

Esses cheiros de amores,
De dores,
Com sede de ser,
De saber,
De conhecer,
De explorar,
De olhar,
De tocar,
De descobrir:
O corpo,
O sopro,
A alma,
A vida,
A morte,
O desejo,
O anseio,
O seio,
O meio,
O aconchego,
O medo.
A vontade de te ver
Nos faz pensar,
Sonhar,
Se encaixar,
Demorar,
Namorar,
Delirar,
Viajar,
Amar, de boa vontade,
De egoísmo,
E apego.
E me pega assim,
Desprevenida,
Desajuizada,
Desprovida de tudo,
Mas com todo o amor possível.

Carolina N.

sábado, 17 de setembro de 2011

Vamos Comemorar





Posso ser forte, rígida, séria, posso ser uma mulher. Mas hoje eu sou só uma menina. Sou frágil, doce, meiga, ingênua e até boba. Hoje eu preciso que tomem conta de mim, sozinha não faço nada. Meu coração de menina está tomado por uma coisa inexplicável e minha respiração já não me pertence. Eu não ligo para o que os outros pensam, eu quero viver isso com toda a intensidade. E daí se a gente vai perder esse encanto? E daí se vai ter um fim? Estou só no meu começo. Agora você pode ler meu coração, em breve todos poderão. Não quero que três palavras fiquem gastas, apesar de parecer que elas se multiplicam quando são verdadeiras. Estou tão fora de mim, nem minha eu sou mais. E eu tenho escrito sobre isso a tanto tempo sem nem saber que existia. Acho que eu encontrei minha razão. E eu sou tão ruim em fingir que não.
Talvez eu já esteja perdida em suas mãos, no seu sorriso, no seu olhar, no som da sua risada, na sua timidez momentânea, na sua atenção, na sua doçura, na sua amizade, na sua voz, na sua personalidade engraçada, no seu jeito de falar as coisas repentinamente, na sua preocupação, em tudo.
Mas eu não vou dormir essa noite. Meu coração assustado não vai deixar. Eu mal consigo me lembrar do que eu ia dizer, do que estou fazendo aqui, do que eu ia escrever, de quem eu sou... Está difícil até respirar. Quando foi que chegamos até esse ponto? Estamos excedendo nosso limites em segredo. Mentalmente estou esgotada. Preciso me acalmar, antes que essa loucura tome conta de mim por inteira. Meu problema é ser verdadeira (ou até estampada) demais. Talvez eu esteja só exagerando. Mas não tenho motivo pra manter o controle, então seja o que nós quisermos. E o que nós queremos é melhor do que eu já imaginei um dia.

domingo, 4 de setembro de 2011

I'd lie.



Como vou fazer agora? Eu não queria, e eu estava a salvo até ontem à noite. Mas foi só eu falar, que parei pra pensar, e agora já estou no meio dessa bola de neve, desse problema. Não paro de pensar nisso, em nós, em vocês, nela, nele... Tá difícil hoje não chorar por nada, não precisar daquela amiga, não ficar sentimental. E essa vontade de falar tudo pra todo mundo, mas não poder? Eu sei que já estou magoando alguém, vou magoar mais um e vou ter que ser muito forte. Não quero me distrair, não quero me entregar. Eu jurei que não deixaria isso acontecer, porque eu sei o que acontece no final. Todo mundo sai mal, triste e de nada adianta meu esforço. Eu queria entender o que está acontecendo, queria uma ingenuidade que me protegesse de me conhecer tanto. Queria parar de imagina coisas, como elas aconteceriam. Eu não quero cair de novo. Por favor, alguém me tire disto?
Por que eu estou sempre procurando o caminho mais difícil? Eu poderia ser simples, mas eu sempre dou um jeito de complicar a minha vida e fazer tudo ao contrário. Afinal, eu sempre chego pra atrapalhar a vida de quem já poderia fazer tudo dar certo.
Alguém, tire meu coração de mim e leve pra longe, onde eu não tenha alcance. Aí quem sabe eu paro de fazer besteira e não o sinto mais sangrar.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nothing Else

Não tenho mais inspiração. Estou ficando velha, cansada, estressada e vou ser engolida pela minha rotina. Minha vida e meus sentimentos acabaram.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Conto: O lamento por um príncipe da vida real.

"Era uma vez um principezinho. Ele não tinha terras, nem era muito rico, não tinha legiões de empregados e nem mesmo governava. Mas ele era sem dúvida um nobre. Possuía grande inteligência, esplêndida beleza, inigualável simpatia e admirável bondade. 
No reino onde o príncipe morava havia todo tipo de gente: boa, ruim, séria, engraçada, feliz, triste... Existia até quem nem o conhecia. Por lá, o príncipe circulava livremente, chamando atenção por suas exímias qualidades. Por isso, inúmeras moças o amavam, sendo em segredo, ou não. Ele, apesar disso, tinha consciência de todos os corações que possuía, mas não poderia dar o seu para nenhuma dessas donzelas. Seu coração era inseguro, indeciso e ele não poderia dar o devido amor que essas moças mereciam. 
Seu coração, contava ele, já pertenceu a alguém. Essa sortuda alma, porém, não o quis. Então essa paixão se abrandou e o príncipe se acomodou, não procurando mais o amor. E a donzela que mais o amava passava noites e noites chorando, registrando sua dor em frases, poemas, que faziam seu coração sangrar.
Todos os dias ela o via tão perto, mas tão longe. E todos sabiam de sua paixão, mas parece que ninguém poderia ajudá-la.
Mas o pior, era o ciúme. Ela se sentia apunhalada quando qualquer garota se aproximava do SEU príncipe. E com algumas garotas, o sorriso do nobre era maior, pois essas não o amavam como a maioria das moças. Isso matava a donzela tanto, mas seu coração puro e apaixonado mal podia odiar, de tão doce e meiga que a moça era.
Ela não sofria sozinha. Existia compaixão de outra pessoa, mas o que poderia ser feito? A moça não aceitaria, não admitiria ajuda por uma coisa que ela não conseguiu por si só, e nem tinha mais forças pra lutar. Ela estava sozinha. O príncipe continuava com aquele lindo sorriso para ela todos os dias, e ela só poderia tentar sobreviver sem ele. E até hoje, se eu fechar bem os olhos, ouço seu choro lamentoso ecoando em minhas lembranças recentes."






quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O que é amor pra você?






O que dez pessoas pensariam sobre o amor?


Konoha (15):
O amor? Bom, quando se diz amor, na verdade só vem uma coisa na minha cabeça...o nome do meu namorado. Mas pra mim, amor é um sentimento que não dá pra ser expressado em meras palavras, e só sentindo pra saber o que realmente é.

Biscoito (17):
Sinceramente, eu não sei o que é o amor.

Tijolos Amarelos (16):
Ah, sei lá .... pra mim é o sentimento mais simples e complicado que se pode ter, e desde uma simples besteira passageira mas que a gente não vive sem. Na verdade é o que nos faz viver um dia após o outro. Pelo menos pra mim, às vezes, só da vontade de viver o outro dia quando eu tenho amor por viver, ou por algo, ou por alguém. É o que me move e me faz bem.

Paciência (15):
Acho que o amor é o sentimento mais confuso do mundo, porque ele te deixa feliz e triste ao mesmo tempo. Te deixa feliz com um simples sorriso, um olhar, um abraço e com qualquer tipo de atenção, por mais pequena que ela seja. Ele representa de certa forma a união, a confiança, a sinceridade, a compreensão... Faz o imperfeito se tornar perfeito em nossos olhos, nos faz sofrer de vez em quando e na minha opinião, deixa as pessoas completamente bobas e dependentes de um outro alguém. É um sentimento inexplicável, indecifrável, incomparável e só quem sente, é realmente capaz de entendê-lo. E não existem palavras suficientes que sejam capaz de o definir.

Point-blan_L (16):
O amor, pra mim, é a forma com que o ser humano pode mais se importar com o outro. É o único sentimento que nunca morre, porque se você ama uma pessoa de verdade, esse sentimento nunca acaba, você nunca vai deixar de amar essa pessoa, por mais que você queira, você não escolhe quem você ama, você só ama. E quando você ama você faz tudo por ela, você entregaria sua vida por ela sem pensar duas vezes, e por quantas pessoas você pode falar que entregaria o seu bem maior, que é a sua vida? Só quem você ama de verdade. Por mais que hoje em dia as pessoas estejam usando ' eu te amo ' banalmente, pelo menos pra mim, ele sempre vai significar: ' me importo com você, faria tudo por você e não vou te deixar nunca ' .

Enigma (16):
Uma prisão... das boas! Um sentimento que move a vida. Uma das melhores coisas que já nascemos sabendo.

House (15):
Acho que é um sentimento que você sente por pessoas que você se importa. Não dá pra explicar. Você nunca sabe quando começa, nem quando termina, se termina.

RDMV (15):
Amor é algo inexplicável para uns, irresponsável para outros e até mesmo esquisito. Mas eu acho que o que define amor para nós, é um outro sentimento, ligado à outra emoção, aliás, vários sentimentos ligados à várias emoções. Digamos que amor é aquela coisa chata e legal, irritante e confortante, que dá lá dentro, cujo nem ao menos tem nome e que é misturada por várias coisas... Quando uma amiga sua lhe dá um beijo em seu rosto sem ao menos você esperar por aquilo, quando AQUELA pessoa te olha nos olhos, quando fala de algo que você tem certeza de resposta, mas se esquece só pelo olhar da pessoa, quando sua mãe não implica com você e te chama de "Filho" e até muitas vezes, lhe dá beijos sem nem ao menos você desejar... Amor é várias coisas em uma só. É uma coisa de doido, maluco, enfim, retardado. Quando se tem amor por alguém, talvez (Certeza) que todos os seus pensamentos serão voltados para aquela pessoa, mas isso é claro, quando é AQUELE AMOR. Quando você faz coisas estúpidas para alegrar aquela pessoa, ou quando você simplesmente não tem nada em mente para fazer, por medo DAQUELA pessoa não gostar.. Amor é simplesmente o melhor sentimento de todos. Claro, para mim.


Lion (20): 
Ser melhor pro outro, cuidar proteger, ser capaz de abrir mão do seu próprio eu e pensar por duas pessoas.


Laranja (16): To tentando definir isso faz um tempo, mas acho que sendo um ser humano, eu não vou chegar nessa resposta mas, talvez seja um sentimento tão simples e tão forte ao mesmo tempo que a gente simplesmente não aceita e passa a vida tentando definir.

Com todos os depoimentos na íntegra, salvos de pequena alterações de reajuste.


domingo, 31 de julho de 2011

Nada feliz na madrugada.



Eu to sempre naquela de sentir falta de algo ou alguém que eu finjo não saber quem ou o que é, mas no fundo eu sei bem. Porque o que eu gosto mesmo é de mentir pra mim e inventar que eu estou sozinha. É, sou mal-agradecida mesmo. Tenho amigos perfeitos, pais compreensivos, quem mais eu quero? Aí eu fico aqui que nem uma doente, ouvindo a mesma música milhões de vezes, e daqui um tempo, quando eu ouvi-la de novo, vou ter guardado nela esses sentimentos de agora, pra não esquecer. Eu sou só uma tola mesma. Minha vida é inventar uma vida que eu não tenho, e de tempos em tempos me fazer descobrir que nada se realizou, nem vai se realizar. Aí eu fico frustrada e choro a noite toda. Mas chego no dia seguinte com meu melhor sorriso, porque não quero que ninguém saiba que minha tolice é tão grande que eu nem sei direito o que eu vivi e o que eu imaginei. Meu coração é tão frágil, e eu sou tão inocente. Por que tenho que me enganar com todos, com tudo? Quero tanto saber definir as coisas. Sem dúvidas de que eu incomodo sempre. Porque eu suponho as coisas e vejo que não era o que eu tava pensando, por isso eu tava agindo que nem uma idiota, pensando que estava adequada. Meu orgulho não me deixa ser espontânea o bastante e aí eu sempre fico sem graça. Mas que coisa, não? Sou uma pessoa que escreve com esperança de vazar meus sentimentos, mas eu nem mesmo sou totalmente sincera quando escrevo, nem deixo que os outros me entendam. Não entendo meus próprios propósitos. Eu sei ser legal até certo ponto. O ponto que eu começo a depender minha vida da pessoa com quem eu to sendo legal. Aí ela se cansa do meu carinho excessivo, da minha atenção focada, da minha mesmice. Aí ela se vai.  Eu estou sofrendo por algo que eu não entendo. Ou que finjo não entender. Tudo sumiu da minha cabeça e esse texto não tem mais sentido. Eu idealizei tanto até hoje. Eu até achei algumas coisas, mas perdi, por falta de coragem, falta de amor próprio. Mais que droga de vida que eu construí. Que droga de personalidade. Que droga.

"Quando eu era estrela,
era inteira, na mentira,
que eu dizia...
Ser o que não era,
convencia dentro da
minha ilusão."  
    - Quando Assim - Núria Mallena.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

It's All About You.



Eu sei que vou sentir sua falta logo, por mais que eu tenha tido você recentemente. Estou com dificuldades de imaginar minha vida sem você e ando te inserindo onde nem mesmo é o seu lugar. Acho que as coisas estão fora de controle, me sinto tão dependente... Se eu pelo menos pudesse te enxergar todo dia, como supõe-se que eu quero, talvez eu enjoasse da sua personalidade doce e você enjoasse da minha personalidade suja. Mas isso não vai acontecer, então tenho que encontrar logo uma forma de passar pela minha rotina chata e depressiva sem ter um conforto no fim do dia. Já vivi sem você, não deve ser tão difícil. Não deveria. E tenho todos esses pensamentos pela manhã, antes mesmo do sol nascer. Eu prometi, mesmo dentro de mim, que eu não te abandonaria. Mas você vai ficar bem, melhor que eu. Você nem deve ter ideia do que fez por mim, do que me salvou. Eu tinha o medo e um punhal e você me deu seu ombro e uma luz. Ninguém no mundo é capaz de entender tudo o que eu disse aqui. Podem supor, podem imaginar, mas entender, nunca. Minhas palavras não são suficientes para isso. Não sei se você vai saber quem é você, mas eu gostaria que guardasse com carinho tudo o que eu te digo, antes que eu não seja mais capaz de estar com você.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Minha pequena ideia sobre o amor.





Eu acho que minha relação com o amor é de admiração, não de paixão. Eu vejo um monte de garotos e caras por aí, famosos ou não, que eu conheça ou não, e eu só me interesso por aqueles que eu admiro por algo, por aqueles que eu penso: "Nossa, eu poderia ficar horas conversando com ele!". Mas quando penso em uma pessoa assim sendo meu namorado parece que tudo vai se estragar, que tudo se tornará banal, meloso, dramático e carnal. Mas se eu penso nesse cara em questão somente como meu amigo, não sacia minha vontade de estar com ele, lhe dar carinho, ser dele, ter ele. Talvez seja um pensamento possessivo meu misturado à minha vontade de amar demais, mais minha ilusão interior, mas o fato é que eu estou sempre em colapso comigo mesma por não saber definir o que eu estou sentindo. Talvez eu nem tenha encontrado o amor de verdade ainda. Talvez eu só tenha me confundido várias e várias vezes, e ainda estou me confundindo. O que sinto pode ser só saudade, ou apego por ter recebido atenção. As coisas ficam turvas quando penso nisso, e parece que eu estou sempre enganada. Eu queria somente fazer o que eu tenho vontade. Chegar e falar com as pessoas o que eu realmente queria. Mas meu corpo nunca corresponde à minha mente. Nunca.
Mas me diga, o que faz um amor durar pra sempre, senão a admiração?

sábado, 9 de julho de 2011

Entrevista com Murilo Lamegal, do "Linha de Sangue"

Hoje, teremos uma entrevista com um jovem escritor. Seu livro é um tanto melancólico e sombrio, ou seja, tudo que eu gosto. A entrevista ficou um tanto pessoal e longa, mas assim que ela fizer sucesso, farei uma mais sobre seu livro. 

Fofo, melancólico, escritor e cozinha bem. É com ele que falei, por msn, tarde da noite, pra saber mais de seu mundo e sua mente.

Ficha Técnica:
Nome: Murilo Lamegal
Idade: 17 anos
Signo: Leão
O que faz? Escreve o livro “[4]” (ou “Tudo Morre”*)
Twitter: @Lamalegal, e do livro @TudoMorre
[*Murilo: Na verdade este é subtítulo. O título é [4], referente aos quatro cavaleiros do apocalipse. Mas enfim, as pessoas gostam de chamar de "Tudo Morre" (risos).]

Carolina: Diga as suas dez coisas prediletas: cor, estação, música, banda, filme, livro, animal, hobbie, lugar, comida.
Murilo: Vermelho, outono, Walk (Foo Fighters), Capital Inicial, A Origem, Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan e Os Sete - André Vianco, difícil dizer... Mas gatos e cachorros estão em primeiro lugar, dormir, Ibirapuera, macarrão com molho vermelho.

Carolina: Qual o tema, em geral, sobre qual você mais gosta de escrever?
Murilo: Gosto muito de tudo que se refere à noite e seus mistérios. Mas ainda prefiro explorar mais minhas capacidades e escrever sobre a mente humana. Mas em geral, prefiro sempre o que ninguém fez. Detesto clichês, detesto mesmo.

Carolina: Agora a pergunta sugerida pela @gonnadie_ : Você se contenta com seu mundo?
Murilo: Infelizmente não. Gostaria de poder dizer que eu gosto de sair para caminhar em São Paulo. E gosto, mas tudo o que vejo me faz voltar para casa e me trancar no meu quarto. Gostaria de ser capaz de alterar a realidade, deve ser por isso que sempre gostei de escrever ficção. (risos)

Carolina: Diga um fato estranho sobre você.
MuriloBem, tem vários. (risos) Um fato estranho... Vamos com os três mais esquisitos. Sou claustrofóbico (não posso ficar em lugares apertados com muita gente), tenho medo de escuro e amo filme de terror porque eles me fazem rir.

              Carolina: Cite 5 coisas que sejam estritamente necessárias para você.
MuriloChocolate, meu computador, meus livros, silêncio em casa e ingredientes para fazer comida (adoro cozinhar e cozinho muito bem, modéstia a parte.) (risos)

              Carolina: Apesar de já ter dito, do que você sente medo?
Murilo: Tenho medo de escuro, de ruas estreitas que ninguém passa (apesar de eu ter um talento excepcional de me perder nessas ruas), tenho medo de mendigos e um sentimento de repulsa em relação a dependentes químicos.

              Carolina: Além de escrever, qual talento mais você esconde?
Murilo: Sei desenhar bem mal (risos), tenho uma certa aptidão para a pintura a óleo, cozinho muito bem e tenho uma inclinação teatral forte.

Carolina: Qual é o adjetivo que mais atribuem à você? Você concorda com isso?
Murilo: Bem, geralmente "retardado" é o mais utilizado. Mas tem gente que gosta de falar que sou uma pessoa "fofa". Em geral, concordo mais com o primeiro adjetivo. (risos)

              Carolina: Se você fosse se definir com uma música, qual seria ela? Por quê?
Murilo: Me identifico muito com a música "Through The Glass" do Stone Sour. Em especial ao trecho "O quanto é real? Tanto a perguntar".

              Carolina: Faça uma lista: os cinco maiores artistas da história da humanidade, na sua opinião.
Murilo: Hum... Esta pergunta é difícil. Vou colocar os cinco melhores, um de cada campo. Leonardo DiCaprio (ator), Renato Russo (cantor nacional), Stephen King (escritor), Rafinha Bastos (comediante), Rick Riordan (escritor).

              Carolina: O que significa amor pra você?
Murilo: Outra pergunta complicada... Amor é um sentimento engraçado que ninguém normal consegue explicar em palavras, mas eu não sou normal não é mesmo? (risos) Para mim o amor é algo muito forte, capaz de resistir aos maiores tormentos se for verdadeiro, ou então despedaçar-se e ferir aos amantes insatisfeitos. Eu amei, e tive que deixar de amar. Mas isso foram outros tempos e bem, talvez o amor também seja um sentimento frágil, que deve ser manipulado com cuidado, com o risco de se despedaçar e ferir as pessoas. Pena que eu não sabia disto na época. (risos)

              Carolina:         Pra você, qual sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Murilo: Bem, minha maior qualidade é confiar demais nas pessoas (em qualquer um). Meu maior defeito é confiar demais nas pessoas (em qualquer um).

              Carolina: Qual é o seu objetivo de vida?
Murilo: Bem, no momento é encontrar uma pessoa que eu possa compartilhar meus segredos e sentimentos. Alguns dizem alma gêmea. Eu não digo nada, apenas espero. (risos)

              Carolina: O que te faz abrir um sorriso do nada? E o que te faz chorar do nada?
Murilo: O que me faz sorrir? Meus amigos sorrindo. O que me faz chorar? Tanta coisa que não dá pra colocar aqui. Talvez uma delas seja o sentimento de abandono.

              Carolina: Complete: Numa escala de 0 a 10, seu humor está hoje...
Murilo: 9. Ele nunca se completa.

              Carolina: Em que e como você se inspira pra escrever?
Murilo: Me inspiro em tudo ao meu redor. Se estou andando, vejo algo que acho bom aquilo é "gravado" em minha mente.

              Carolina: Se você pudesse escolher um momento de sua vida para voltar, qual seria?
Murilo: Alguns segundos antes de eu entrar naquele óvulo... (risos) Brincadeira, algum momento... deixe-me ver... Talvez até minha infância, quando eu era inocente demais e não gravava tudo ao meu redor.

Carolina: O que você fará quando seu livro se tornar um best seller?
Murilo: Tirarei férias em um lugar legal. Minha casa. (risos)


              Carolina: Escolha um post do meu blog e algo que você escreveu, para finalizar.
Murilo: Eu gosto da sua lista do 1/4. Me indentifico com muitas coisas ali (risos). Algo que escrevi... Talvez o primeiro conto que eu escrevi no blog, quando ainda era apenas "Linha de Sangue" por que eu não consegui colocar o nome bloodline e também por que era ali onde tudo começava.

Carolina: Últimas considerações!
Murilo: A vida é curta. Aproveite cada segundo e se possível, procure seu amor em todos os lugares. Continuem visitando o Thinking About para mais revelações sobre a maneira que esta garota incrível tem de pensar sobre o mundo e não deixem de acessar o Linha de Sangue. Até a próxima. ^.^


É isso aí, pessoal. Em breve mais listas, mais entrevistas. Aguardem e divulguem. 


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Revisão depressiva de uma lista.








Revisei toda minha lista. E de lá pra cá, tantas coisas mudaram...
Poderia fazer outra lista, mas prefiro me prender a essa. Afinal, avaliar os resultados periodicamente faz parte de uma mudança. Poderia eu dizer:








1- Me odeio mais do que nunca, e por motivos diferentes agora.
2- Bom, eu não sei quem eu quero ser, e estou confusa no momento, mas estou sendo eu. O que tem me rendido somente prejuízos.
3- Impossível, esquece. No sentido amoroso, porque na amizade tudo vai às mil maravilhas, sem cinismo.
4- Eu consegui, mas isso me deixou muito perdida na minha personalidade.
5- Eu sou um fiasco nessa história de ser feliz. Minha vida não acontece sem problemas, eu até invento eles.
6- No momento eu não to nem aí se estou me prejudicando ou não. Se eu não sou feliz, estou me dedicando integralmente à fazer os outros felizes.
7- Nem comento sobre esse item.
8- A única coisa que (eu acho) estou conquistando com êxito.
9- Digamos que eu mesma consegui me machucar. E ninguém teve que fazer nada de diferente.
10- Como podem ver, completamente o contrário.
11- Consegui, um pouco. Agora só ando desabada. Mas para alguns, ainda finjo.
12- Estou fazendo disso minha razão de viver.
13- Não sei, sinceramente. Eu fico mandando indiretas para as pessoas sentirem pena de mim, o que geralmente não é do meu feitio e nem conta como ajuda.
14- Acredito em tudo que eu posso, quem sabe acho algo melhor na minha vida?
15- Sonho com o impossível o tempo todo. Choro logo em seguida.
16- Estou sendo altamente influenciada ultimamente, mas eu realmente gosto das coisas. De verdade, acho que isso eu consegui.
17- Não espero que sorriam de volta. Mas não vou dizer que não me decepciono. Mas ultimamente, as pessoas pra quem eu sorri têm sido a melhor coisa da minha vida.
18- Críticas não me deixam mais brava. Me deixam profundamente tristes, muito mesmo. Minha sensibilidade chegou ao extremo. E sobre me permitir errar, continuo a mesma.
19- Estou totalmente confiando, mas de uma forma diferente da que eu achava que devia.
20- Isso com certeza eu estou sendo. Tão humana, que me dá nojo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

@Jumelaancia.



Essa ruiva do país das Melâncias, que ri quando eu faço piada besta e morde todo mundo tá velha. 

PARABÉENS, JU *o*

Carirona te ama, neném  

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Hoje eu senti.




hachiko nana, fiori su magliette, nana e hachiko, nana komatsu hachi
Hoje eu ouvi da boca de meus pais a frase "O mundo não é justo, e percebeu que os errados é que se dão bem?" Não que eu não soubesse disso. Nem que eu pensasse que eles não soubessem. Mas eu só não queria ouvir isso deles, porque eu ainda tinha uma pontinha de esperança de que isso fosse uma mentira, e de que quando eu voltasse pra casa eu teria meu mundo perfeito de volta. Mas parece que nada no mundo é realmente do jeito que nós desejamos.
Hoje, logo que acordei, senti falta de algo. A solidão tomou conta do meu coração em instantes e de repente senti lágrimas rolando pelo meu rosto e molhando o travesseiro. Logo que acordei. Eu simplesmente não queria me levantar para ver mais um dia passar. Eu queria alguém me abraçando, naquele momento. Eu lembrei que já tive alguém que me disse "Eu te amo" e fez meu coração pular. Que disse que não conseguiu executar alguma tarefa porque não me tirava do pensamento. E eu me pergunto: o que eu tinha de tão diferente que hoje eu perdi? Me sinto só, e não vejo á minha volta quem possa preencher esse espaço dentro de mim. Queria só ser criança para não sentir essa solidão e achar que o mundo é muito divertido. Queria não ter que lidar com pessoas difíceis, não ser rejeitada e cada vez que eu me aborrecesse minha mãe me pegasse no colo e dissesse que tudo ia ficar bem. Aí eu esqueceria o problema e sairia, dali a poucos minutos, para brincar de novo. Mas eu sei que no fundo, eu só estou tentando fugir.
Sinto falta de ter o controle sobre tudo, de ser decidida, de escolher o que vou ser amanhã. Antes, eu poderia somente escolher se eu seria doce e meiga, ou autoritária e poderosa. Se eu seria má, boa, pareceria mais tímida ou pareceria mais extrovertida. Eu conseguia controlar meus sentimentos e agir com cada pessoa, manipulando-a, da forma que eu preferisse. Mas parece que agora eu não tenho o controle sobre mim mesma e nem sei quem eu sou. Eu quero amar demais, lutar demais, chorar demais.
Tenho que me retirar do mundo. Preciso de um tempo só meu. Tenho certeza que só preciso estar comigo mesma pra me recompor.



"Conforme eu pensava nisso, além de me sentir só, eu estava apavorada. Por que será que eu sou tão fraca?" - Hachiko - NANA

domingo, 19 de junho de 2011

Algo aleatório sobre ninguém.





Você realmente me fascina. Essa camisa xadrez desbotada, justo com seu jeito despreocupado, e de certa forma delicado, me faz sentir que estou próxima. Seu sorriso à toa, seus pequenos olhos, seu all star sujo, tudo me domina com uma eficiência incrível. Quando você está perto, minhas atenções não são outras, me prendo facilmente às suas considerações e conceitos, mas quando você está longe parece que necessito de um porto seguro e meu pensamento voa para um lugar perdido que só você pode alcançar. Gosto quando sorri pela manhã, como se todo dia fosse começar tudo de novo, e quando está bravo me faz querer acariciar seu coração. Não sei desvendar seu mistério, sua vida perfeita me irrita, mesmo eu sabendo que tudo que você me esconde te faz sofrer. Tento sempre adivinhar o que se passa em sua mente e decifrar seus movimentos por trás de sua aparência peculiar e atraente. E sei de seu coração doce, apesar de seu jeito quieto e reservado. Você ainda não entende como eu sou, mas simplesmente me surpreende com coisas em mim que nem eu conhecia. Você é sempre sensato e frágil, e tão contraditório que me faz duvidar de quem você seja. Sei que é um felino, mas sei que pode ser um lobo quando precisar. Comum, mas estranho, frágil, mas forte, pacífico, mas valente, fascinante, mas arriscado.
Mas por que tudo isso tem que ser tão errado?


"I am finding out that maybe I was wrong
That I've fallen down and I can't do this alone
Stay with me, this is what I need, please?
Sing us a song and we'll sing it back to you
We could sing our own but what would it be without you?"
(My Heart - Paramore)


domingo, 5 de junho de 2011

Like a crazy Mary.


Se eu perguntasse:
E se eu quiser sair da escola, virar uma nômade, não ter responsabilidades, fazer tatuagens no meu corpo todo, me encher de piercings, cortar todo meu cabelo, gostar de meninas, beber em uma noite até cair, seduzir e depois largar, roubar e gastar tudo em roupas e sapatos, dormir num quartinho de um albergue qualquer, acordar no dia seguinte e pegar carona para a praia, ficar fazendo nada um dia todo e depois morrer feliz?

Me diriam:
Você não vai querer isso, pois essa não é você.

Mas, afinal, quem pode saber quem sou eu, se eu mesma não sei? Minhas vontades mudam a cada dia, de acordo com o clima, situação, humor e sociedade. Meus objetivos estão muito embaçados no momento, e tudo que eu queria era enlouquecer um pouquinho as vezes. Mas as pessoas dirão que isso não tem nada a ver comigo, pois eu sou cética demais. E quem não finge ser alguém hoje em dia? Eu estou somente guardando tudo o que eu acho perigoso dentro de mim, pois o seguro é a garantia de sobrevivência. 
Minha revolta ainda vai machucar alguém, fascinar alguém e prejudicar mais vários. Mas quer saber, quem se importa?



"All my life I've been good, but now
Ah, I'm thinking "what the hell"
All I want is to mess around
And I don't really care about
If you love me, if you hate me
You can't save me, baby, baby
All my life I've been good, but now
Whoa, what the hell!"



Defying Gravity
Something has changed within me
Something is not the same
I'm through with playing by the rules
Of someone else's game
Too late for second-guessing
Too late to go back to sleep
It's time to trust my instincts
Close my eyes and leap!


It's time to try
Defying gravity
I think I'll try
Defying gravity
Kiss me goodbye
I'm defying gravity
And you won't bring me down

I'm through accepting limits
'Cuz someone says they're so
Some things I cannot change
But till I try, I'll never know!
Too long I've been afraid of
Losing love I guess I've lost
Well, if that's love
It comes at much too high a cost!

I'd sooner buy
Defying gravity
Kiss me goodbye
I'm defying gravity
I think I'll try
Defying gravity
And you won't bring me down

Unlimited (Unlimited)
My future is unlimited (unlimited)
And I've just had a vision
Almost like a prophecy
I know - it sounds truly crazy
And true, the vision's hazy
But I swear, someday I'll be...

Flying so high! (Defying gravity)
Kiss me goodbye! (Defying gravity)

So if you care to find me
Look to the western sky!
As someone told me lately:
"Everyone deserves the chance to fly!"

I'm defying gravity!
And you won't bring me down!
Bring me down!
Bring me down!


A vida começa quando você decidir como ela será.

domingo, 29 de maio de 2011

Ice Queen




Eu posso fazer qualquer pessoa se apaixonar por mim. Posso mesmo. Posso hoje ser a menina doce, meiga, frágil, envergonhada, e posso ser amanhã a mulher forte, decidida, dominadora, misteriosa. Posso descobrir cada gosto, cada ponto fraco, cada reação de uma pessoa em pouco tempo. Posso ser a garota perfeita para o mais imperfeito (ou perfeito) dos homens na terra.
Mas assim como eu posso me adaptar para o bem de alguém, facilmente posso me adaptar para o mal. Alguém pode estar perdidamente emaranhado em minha teia de argumentos convincentes, e eu simplesmente posso cortá-la, fazendo essa pessoa cair e acordar rapidamente. Uma pessoa totalmente apaixonada por mim pode me odiar em poucos dias. 
Podem me achar presunçosa por dizer esse tipo de coisa. Mas é o contrário. Esse meu controle sobre mim e sobre os outros só me traz problemas. Me afasta das pessoas. Eu sou sempre alguém diferente do que sinto, aliás, sou sempre alguém conveniente à situação. Penso demais para agir, e quando perco o controle não consigo recuperar o que eu fiz. 
Mas me irrita a atitude de pessoas não tão importantes assim que acham que podem prever meu futuro, me definir e têm confiança e ego tão grandes que não enxergam que eu posso controlá-las quando e como eu quiser.
Minha vida tem sido isso desde sempre, e não é agora que eu vou me derreter toda por causa de algumas frases bonitas que parecem ter sido ensaiadas, ou tiradas de um site de mensagens.
Minha sensibilidade vai até o momento em que as coisas se tornam banais, repetitivas, comuns. Na verdade, só mostro para as pessoas o que eu quero que elas vejam. E eu não estou me importando com o que eu vou perder com isso, só com o que eu vou ganhar. Os que me são importantes, eu sei como manter.


“Precisa ser fria para ser rainha.” - B.

-Você pensa que eu sou fria, certo?






Quanto mais eu cresço, parece que menos eu entendo as coisas como elas são.



domingo, 22 de maio de 2011

A Loser Like Me

Eu não sou uma pessoa boa. Eu sou chata, neurótica, mandona, invejosa, impaciente, inconveniente, metida, esquisita, esnobe, irônica, sarcástica, estúpida, antiquada, crítica, venenosa, intrometida, preguiçosa, malvada, pessimista e "atriz". Não tem mesmo porque as pessoas me aceitarem, ou quererem ser (ou permanecerem) minhas amigas. Sou bem do tipo "Quem não te conhece que te compre". E não tem aquele papo de que minhas qualidades superam meus defeitos, porque eu não consigo pensar em cinco delas que não tenham pelo menos um porém.
Olha só, eu nem sequer consigo seguir meus próprios sonhos. Eu nem mesmo conto eles para alguém. Onde é que eu vou chegar dessa forma? Porque eu tenho tanto medo de mim? Tudo bem, essa eu sei responder: qualquer um tem medo de uma pessoa como eu. Eu gosto de ver sangue, isso não é normal! E eu viro os olhos quando alguém está contando alguma coisa melosa. Eu não tenho coração. E além de tudo, eu invejo a alegria, os amigos, o amor e a sensibilidade dos outros, porque eu queria tanto ser realizada e plena. Mas não, eu vejo dificuldade em tudo, coloco empecilhos, estrago o ambiente.
Mas até aí, tudo bem. Eu não me importo de viver só, eu me aguento. O que me corta o coração é ver essas poucas pessoas se esforçando tanto para driblar tudo isso em mim e me amar. Dói vê-las sorrindo pra mim quando eu choro, e dizendo, animadamente: "Continue a nadar!". Machuca, machuca muito. Eu sei que essas pessoas não conhecem nem metade do que eu sou. E quando elas descobrirem vão tentar superar todas as dificuldades só para não me magoar, de tão gentis que elas são. Mas não vai ter jeito, vai ser como sempre foi. Vão se cansar e ir embora pouco a pouco. Aí, vou ter que tentar começar tudo de novo. Novos amigos, novas escolhas, novos caminhos para seguir com novas decepções, novas frustrações e novos sonhos nunca realizados.
Afinal, sou uma perdedora. Nunca ganho, nunca venço á mim, e nem à ninguém.

"Soy un perdedor. I'm a loser, baby, so why don't you kill me?" - Loser - Beck